Vinagre

Vinagre

O vinagre, à semelhança do vinho, possui antioxidantes e flavonóides, substâncias que estão associadas à redução no risco de desenvolvimento de doenças crónicas, como as cardiovasculares. Além disso, o vinagre acentua o sabor dos alimentos, podendo reduzir a utilização de sal, sendo desta forma uma aliado no combate à hipertensão arterial.
Vinagre quer dizer vinho agre ou azedo, e já foi utilizado como anestésico e na conservação de alimentos.
O vinagre é resultado de uma dupla fermentação, primeiro alcoólica e depois acética.

Temos hoje em dia uma vasta oferta de vinagres:

  • O vinagre de arroz é popular como vinagre japonês, resultado da fermentação
    deste cereal. Tem um sabor suave e um pouco doce. É ideal nos pratos orientais,
    na modalidade chinesa e japonesa.
  • O vinagre balsâmico conserva muitas substâncias antioxidantes das uvas,
    como os flavonóides, ligadas com a diminuição do risco das doenças
    cardiovasculares. Esse tipo é mais denso, com sabor agridoce e aroma de
    madeira. É indicado o uso nas saladas, e nos molhos frios em carnes e legumes.
    Um estudo realizado em 2006, pelo Prof. Dr. Robert Vogel da Universidade
    Maryland, nos Estados Unidos revela que o balsâmico, associado ao azeite,
    ajuda a reduzir a repentina inflamação e oxidação das artérias, pois preservam a
    elasticidade e flexibilidade das artérias independente dos níveis de colesterol.
  • O vinagre de maçã surge da fermentação da fruta. Dessa maneira algumas
    substâncias são mantidas, como a pectina, a fibra solúvel que contribui para a
    digestão e em eliminar as toxinas. Há teor de vitaminas e minerais. Esse é o
    menos ácido com sabor um pouco doce. Muito indicado para saladas, molhos, e
    conservas.
  • O vinagre de vinho branco possui as propriedades boas da uva, como o vinagre de vinho tinto. Este é proveniente da fermentação acética do vinho.
    Tem sabor leve e frutado, muito recomendado em saladas, molhos frios,
    conservas, como no processo de marinar as carnes brancas, principalmente o
    peixe.

Pessoas com sensibilidade gástrica, devem controlar a sua utilização de modo a
não piorarem os sintomas como azia ou gastrite.

 

Carolina Fontes
Nutricionista
Membro Activo da Ordem dos Nutricionistas – 1585N

 

 

 

Nutrição para crianças – Sê a mudança que queres ver no mundo!

Nutrição para crianças – Sê a mudança que queres ver no mundo!

A nossa intenção enquanto pais é sempre a melhor independentemente das escolhas que fazemos. No entanto, nem sempre fazemos as escolhas mais assertivas por falta de informação, pressão social ou condições económicas.

A alimentação das crianças é um tema que me toca muito pois também sou mãe de 3 crianças pequenas e, devido à minha doença auto-imune, tenho a plena consciência do impacto da alimentação na saúde, para o bem e para o mal.
Por isso, faz parte da minha missão deixar o melhor legado possível aos meus filhos e às futuras gerações.
Quero dar-lhes as ferramentas certas para eles crescerem saudáveis e atentos para continuarem a ser a mudança tão necessária à sustentabilidade e à continuidade do nosso planeta.

Acredito na diferença que podemos fazer no mundo, acredito na semente da consciencialização, da força interior e da mudança positiva. É urgente alterarmos os hábitos alimentares das nossas crianças para que a saúde plena volte a ser uma condição normal e não a doença, do ser humano e do planeta!

Se acreditas nesta filosofia, então temos uma oferta para ti que te vai ajudar a iniciar o caminho da mudança. Temos um mini e-book de snacks saudáveis pensados para crianças mas que também são ótimos para ti! Pois lembra-te, a mudança começa em ti!

Marta
Coach alimentar
Liverealtoday.com

Snacks Saudáveis para Crianças

Saúde do Cérebro

Saúde do Cérebro

Tal como o coração, fígado ou estômago, o cérebro é um órgão cuja alimentação tem um papel importante.

Existem estudos que relacionam a alimentação na prevenção de doenças como depressão, Alzheimer ou epilepsia por exemplo.

Desde a gravidez, que a alimentação é importante para a saúde mental. A falta de iodo, por exemplo, pode originar cretinismo nas crianças, que é uma doença mental.

O cérebro é constituído por 60% de lípidos, dos quais, 20% são ácidos gordos essenciais. A matéria cinzenta é constituída por ácido docosa-hexaenóico (DHA), Ómega 3 e 6.

A maior parte destas gorduras, chamadas “boas” é adquirida através da alimentação. Peixes gordos como o salmão e a cavala, sementes de linhaça e chia, apresentam boas quantidades destas gorduras.

As vitaminas e minerais têm um papel importante na saúde mental, pela sua conversão em aminoácidos. Sendo o triptofano um precursor da serotonina, a concentração desde aminoácido essencial é importante par a utilização do cérebro para produzir serotonina, juntamente com a vitamina B3 (niacina) e magnésio. Níveis baixos de serotonina também estão associados à depressão. Este neurotransmissor é responsável por controlar a ansiedade, o sono e proporcionar o bem estar. Existem outros estudos que relacionam a importância da vitamina C, B12 e Riboflavina na memória em idosos.

A alimentação tem por isso importância quer na prevenção de doenças mentais, contribuindo para a prevenção ou atenuando os efeitos de certas patologias mentais.

Carolina Fontes
Nutricionista
Membro Activo da Ordem dos Nutricionistas – 1585N

 

Tea Time

Tea Time

 

Nos dias frios o chá torna-se numa bebida confortável e aconchegante.

Além de ser uma óptima maneira de hidratar, possui ainda propriedades calmantes ou estimulantes. O chá pode ser considerado um estimulante suave, devido à presença em cafeína.

A presença de polifenóis torna-o uma bebida antioxidante, capaz de prevenir uma série de doenças.

Os chineses recomendam o chá verde para tratar de uma imensidade de problemas como indigestão ou a retenção de líquidos.

Escolha aquele melhor para si, e não adicione açúcar!

 

Algumas definições:

Chá – camellia sinensis, os principais tipos de chás são: branco, verde, preto e oolong. O chá branco não sofre qualquer tipo de fermentação; o chá verde com os rebentos fresco da planta, fermentação mediana enquanto o preto é deixado murchar e secar. O oolong sofre uma pequena semifermentação  (mediana) das folhas.

Tisanas – mistura de várias folhas em infusão;

Infusão – imersão de substâncias aromáticas (folhas/pó) em água a ferver (café, chá, tisana).

 

Carolina Fontes
Nutricionista
Membro Activo da Ordem dos Nutricionistas – 1585N

Diabetes

Diabetes

Milhões de pessoas têm diabetes tipo 2. Estima-se que uma em cada 10 pessoas sofre de diabetes e a cada 7 segundos morre uma pessoa desta doença.

Apesar da diabetes tipo 2 ser o tipo mais comum, existem ainda diabetes tipo 1 e a diabetes gestacional. Esta aparece apenas durante a gravidez e desaparece normalmente no fim. Por outro lado, a diabetes tipo 1, é também conhecida por diabetes insulino-resistente, uma vez que é necessária a terapêutica com insulina, pois há uma destruição de células do pâncreas,
responsáveis pela produção de insulina.

Após uma refeição, aumenta a nossa glicemia, ou seja, os níveis de glicose no sangue. É necessário que o pâncreas liberte insulina de forma a fazer entrar esta glicose nas células. A insulina é responsável pela entrada de glicose para ser utilizada como energia.

Na Diabetes tipo 2 existe um défice de insulina e resistência à insulina, significa isto que, é necessária uma maior quantidade de insulina para a mesma quantidade de glicose no sangue.
Na alimentação, são os hidratos de carbono (açúcares) que mais afetam os níveis de glicose no sangue. As fibras por seu lado, ao não serem digeridas pelo organismo, regulam os níveis de glicose (açúcar no sangue), promovendo saciedade. Por outro lado, devemos limitar alimentos ricos em açúcar como bolos, refrigerantes, bolachas açucaradas é fundamental.

A distribuição dos alimentos ricos em hidratos de carbono por 6 refeições por exemplo, é uma medida eficaz para evitar grandes variações dos níveis de glicemia.

Fazer exercício físico e ter uma alimentação saudável pode ajudar a baixar o açúcar no sangue e a prevenir ou atrasar o diagnóstico.

Carolina Fontes
Nutricionista
Membro Activo da Ordem dos Nutricionistas – 1585N

 

Carne de criação e caça

Carne de criação e caça

Galinha, peru, ganso, perdiz e faisão são uma boa fonte de proteínas, de fácil digestão que deverá incluir na sua alimentação.

As suas características nutricionais variam de ave para ave, mas no geral são boas fornecedoras de zinco, ferro, vitamina B1 e gorduras monoinsaturadas. Apresentam ainda interessantes quantidades de tirosina, um aminoácido importante que é utilizado pelo cérebro para a concentração, através da produção de dopamina e noradrenalina.

O ganso é uma ave naturalmente gorda, pelo que deverá retirar a sua pele antes de cozinhar. O frango e o peru são as carnes brancas mais consumidas. A sua riqueza em proteínas e o seu sabor neutro, tornam-se excelentes alternativas para quem apresenta problemas de peso. O peru é ainda rico em triptofano, importante para a sensação de bem estar. O faisão é muito rico em ferro e vitaminas B6, B12 e B2, vitaminas importantes para o sistema nervoso.

Este tipo de carne apresenta benefícios pois previnem algum tipo de doenças como a anemia, depressão e ainda melhoram o seu humor.

Carolina Fontes
Nutricionista
Membro Activo da Ordem dos Nutricionistas – 1585N